sábado, 28 de novembro de 2009

RISCO CARDIOVASCULAR EM VEGETARIANOS E ONÍVOROS: UM ESTUDO COMPARATIVO


Estudos clínicos e epidemiológicos demonstram grande associação da dieta com os agravos crônicos, particularmente com os eventos cardiovasculares, apesar de ainda não compreendidos todos os seus mecanismos de ação. O eatudo Descreveu e analisou o risco cardiovascular em vegetarianos e onívoros residentes na Grande Vitória/ES, na faixa etária de 35 a 64 anos. Para avaliação do risco cardiovascular foi realizado estudo de coorte histórico com 201 indivíduos. Foram incluídos 67 vegetarianos há no mínimo 5 anos, provenientes da Grande Vitória, e 134 onívoros, participantes do Projeto MONICA/Vitória, pareados por classe socioeconômica, sexo, idade e raça. Medidas bioquímicas e hemodinâmicas foram obtidas na Clínica de Investigação Cardiovascular da UFES. A idade média do grupo foi de 47 ± 8 anos e o tempo médio de vegetarianismo 19 ± 10 anos, sendo a dieta ovolactovegetariana seguida por 73% dos vegetarianos. Pressão arterial, glicemia de jejum, colesterol total, colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-colesterol) e triglicerídeos foram mais baixos entre vegetarianos (p<0,001).

O colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-colesterol) não foi diferente entre os grupos. De acordo com o algoritmo de Framingham, os vegetarianos apresentaram menor risco cardiovascular (p<0,001).>implicada, em grande parte, no desencadeamento de doenças e agravos não-transmissíveis, especialmente no riscocardiovascular.

Referências Bibliograficas: TEIXEIRA, Rita de Cássia Moreira de Almeida; MOLINA, Maria del Carmen Bisi; ZANDONADE, Eliana and MILL, José Geraldo. Risco cardiovascular em vegetarianos e onívoros: um estudo comparativo. Arq. Bras. Cardiol. [online]. 2007, vol.89, n.4, pp. 237-244. ISSN 0066-782X.

CAFEÍNA: ERGOGÊNICO NUTRICIONAL NO ESPORTE


A cafeína é uma substância pertencente ao grupo das metilxantinas (1,3,7 trimetilxantina) que tem sido utilizada por esportistas com a finalidade de melhoria do desempenho físico. Seu potencial ergogênico vem sendo testado em exercícios físicos de diferentes naturezas. Acredita-se que a cafeína possua mecanismos de ação central e periférica, capazes de excitar ou restaurar as funções cerebrais e bulbares, além de desencadear importantes alterações metabólicas e fisiológicas as quais melhorariam o desempenho atlético. Embora os resultados encontrados em vários estudos sejam muito promissores, ainda existem muitas controvérsias com relação as diferentes dosagens de cafeína empregadas, o tipo de exercício físico utilizado, além do estado nutricional, nível de aptidão física e de tolerância à cafeína (habituação ou não à cafeína), dos sujeitos envolvidos nessas investigações. Apesar da falta de consenso entre os pesquisadores sobre a efetividade do uso de cafeína para a otimização do rendimento físico, inúmeros atletas têm utilizado essa substância, contudo, sem os cuidados necessários, o que pode contribuir para o aparecimento de efeitos colaterais indesejáveis, colocando em risco, principalmente, a integridade física desses indivíduos.

Referências Bibliograficas: Altimari, LR.; Cyrino, ES.; Zucas, SM.; Okano, AH.; Burini, RC. Cafeína: ergogênico nutricional no esporte. Rev. Bras. Ciên. e Mov. 9 (3): 57-64, 2001.

DIETAS VEGETARIANAS E DESEMPENHO ESPORTIVO


Resumo do artigo: As evidências atuais apontam benefícios da dieta vegetariana para a saúde humana. Contudo, a partir da adoção de práticas vegetarianas mais restritivas, confirmam-se os riscos à saúde. As dietas vegetarianas são caracterizadas pelo elevado consumo de carboidratos, fibras, magnésio, potássio, folato e antioxidantes, podendo apresentar deficiências em aminoácidos e ácidos graxos essenciais, cálcio, zinco, ferro e cobalamina. Pesquisas experimentais em humanos indicam que vegetarianos e não-vegetarianos apresentam capacidade aeróbica semelhante. Em relação ao desempenho em atividades de força e potência muscular, as pesquisas são escassas, mas as existentes não apontam diferenças significativas. Situações de risco cardiovascular têm sido confirmadas, devido ao provável quadro de hiperhomocisteinemia, em decorrência da baixa ingestão de cobalamina. As dietas vegetarianas são isentas de creatina, o que resulta em estoques musculares mais baixos nessa população. Possivelmente ocorrem alterações hormonais e metabólicas em resposta às dietas vegetarianas, como baixos níveis de testosterona e androstenediona. A função imune parece não ser prejudicada. Dessa forma, a prática de dietas vegetarianas apresenta-se compatível com a prática esportiva cotidiana, desde que bem planejada para evitar deficiências nutricionais. Referência Bibliográfica: FERREIRA, Lucas Guimarães; BURINI, Roberto Carlos and MAIA, Adriano Fortes. Dietas vegetarianas e desempenho esportivo. Rev. Nutr. [online]. 2006, vol.19, n.4, pp. 469-477. ISSN 1415-5273.